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O Banho de Leito é um recurso amplamente utilizado pela enfermagem nos pacientes acamados, possuindo técnica e procedimento corretos a serem observados.

A finalidade desse tipo de banho é remover a sujeira acumulada entre um banho e outro, evitando infecções, mau cheiro e acúmulo de bactérias, além de estimular as terminações nervosas da pele através do movimento de fricção (esfregar), o que ativa a circulação do sangue e traz a sensação de relaxamento, que é de suma importância à pessoa acamada devido ao estresse que a locomoção limitada pode trazer.

Cada paciente requer um tipo de banho. Logo, planejá-lo é essencial, devendo observar a temperatura da água, o tempo de duração, os produtos de higiene que podem ser usados, se será de imersão ou ablução… Enfim, o sucesso do banho no leito depende muito da observação do profissional.

Técnicas e procedimentos do banho no leito em Enfermagem:

  • Deve-se observar o sentido cefalocaudal (da cabeça aos membros inferiores), ficando por última a região genital e anal;
  • Atenção redobrada na hora da secagem para evitar acúmulo de fungos e bactérias, além das desagradáveis assaduras;
  • Utilizar materiais de uso individual, preferencialmente descartáveis. Nunca reutilize a água da bacia para lavar outras partes do corpo;
  • Cateteres, sondas, drenos, cânulas de entubação… São vários dispositivos que carecem de redobrada atenção na hora do banho para não serem removidos;
  • Regule a temperatura e a duração do banho. Em épocas frias, a pele molhada pode esfriar muito o paciente, o que, além de desconfortável, agrava o risco de resfriados ou até mesmo hipotermia.

Risco de quedas:

Como está o paciente? Desacordado? Pode se assustar e fazer um movimento brusco? Ele lida bem com o banho? Existem vários fatores além da destreza do Enfermeiro que podem causar a queda. Evite movimentos bruscos, avalie a sua força e o peso do paciente e não hesite em pedir auxílio. Observe o equipamento: confira se as rodas e grades da maca estão travadas.

Humanização e Dignidade:

Todos nós, um dia precisamos de alguém em algum momento para chegar até aqui. Se pautarmos as necessidades de uma pessoa enferma e a de alguém em pleno estado de saúde, veremos que só uma pequena parte é diferente. Ambos precisam de respeito, sentem vergonha, precisam de apoio e de serem ouvidos… Porém, a situação de impotência da pessoa acamada, não só traz novos desafios como timidez, estresse, desconforto e consequentemente, mais cuidado.

Essa é a hora do profissional fazer toda a diferença: mostrar que está empenhado no auxílio, anotar as reclamações e sugestões, acompanhar a evolução, observar o corpo do paciente e como a posição de inatividade pode afetar a circulação e agravar o quadro clínico. Conforme a evolução da pessoa acamada, deixe ela ser independente no que puder, observe qual parte da higiene ela consegue realizar, mas nunca a deixe sozinha. Você é a garantia de que tudo correrá bem.

Enfermeiro, humano:

Para o profissional de enfermagem, o banho de leito nem sempre é um momento de descontração, pelo contrário, há um constrangimento mútuo devido a vulnerabilidade da situação entre pessoas que não se conhecem direito. Isso é combatido com a certeza do profissionalismo, na segurança do aprendizado e da técnica. Os cuidados levam à recuperação. Antes de haver um homem ou uma mulher, há um ser humano que precisa de ajuda.

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