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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a partir dos 40 anos já aumenta as chances de uma pessoa contrair a forma mais grave do coronavírus. Idosos, por sua vez, em especial aqueles que vivem com doenças crônicas, têm duas vezes mais chances de manifestar sintomas graves da Covid-19. Com um idoso acamado em casa, a exposição ao vírus está muito associada à limpeza e higienização dos ambientes, além dos hábitos de prevenção pessoal do cuidador e a forma como esses cuidados são desempenhados.

Seja no âmbito hospitalar ou nos domicílios, algumas dicas podem ajudar os cuidadores de acamados a reduzir as chances de contração e transmissão da COVID-19. Acompanhe a leitura e confira algumas orientações gerais.

1.   O ambiente deve estar sempre limpo e arejado

Uma vez que o coronavírus afeta, principalmente, o sistema respiratório – que também é um dos principais canais de contração do vírus -, é preciso ter bastante cuidado com a qualidade do ar que o idoso respira.  Neste sentido, manter o ambiente sempre limpo e arejado é fundamental, com uma boa circulação de ar em todos os cômodos que o paciente frequenta. Além disso, o cuidador deve promover os mesmos cuidados na sua própria casa, caso seja contratado, uma vez que tem contato próximo e recorrente com os acamados.

Deixar janelas e portas abertas é fundamental para a renovação do ar e impede a proliferação do vírus, além de controlar ácaros e uma série de microrganismos. Caso haja ar condicionado na casa, é importante que sejam feitas limpezas frequentes no equipamento, visto que ambientes climatizados artificialmente são mais propícios à circulação do vírus.

2.   Higienização das mãos

Junto ao uso da máscara, essa medida é a mais básica dentre os procedimentos de prevenção contra o coronavírus. Ainda assim, quando envolve uma pessoa vulnerável que está no grupo de risco, higienizar as mãos exige ainda mais atenção.

A relação entre cuidadores e acamados envolve muito contato físico, e é recomendado higienizar as mãos com água e sabão sempre que for tocar no paciente, tanto antes como depois. A depender da atividade com paciente, o cuidador também deve utilizar luvas de procedimento ao executar as tarefas e descartá-las após o uso. Além disso, é preciso manter álcool em gel em todos os cômodos da casa.

3.   Restrição de visitas

A maioria das pessoas que contraem o vírus é assintomática ou apresenta sintomas imperceptíveis, mas elas ainda podem transmitir o vírus. Por isso, neste período, é importante que as visitas sejam restringidas. Contudo, também é essencial evitar no paciente o sentimento de abandono. Por isso, faça chamadas de vídeo com os familiares e amigos do acamado e, caso o paciente não apresente distúrbios neurocognitivos e, portanto, tenha a capacidade de compreender as causas das mudanças, considere explicar o motivo.

Outra medida que o cuidador pode tomar é fazer uma pequena lista das pessoas mais importantes para o paciente acamado e receber apenas elas, certificando que todos passem por um processo rígido de higienização antes de entrar no cômodo e que, de preferência, use máscara e não toque no paciente.

4.   Cuidados ao chegar da rua

Seja um cuidador profissional ou um familiar, ou mesmo visita, é importante seguir um procedimento rígido de cuidados ao chegar da rua. Em primeiro lugar, deve-se lavar as mãos antes mesmo de se aproximar do idoso. Especialmente se o cuidador esteve perto de aglomerações ou em transporte público, ele deve se higienizar e vestir a roupa de trabalho antes de ter contato com a pessoa idosa. O ideal é tomar um banho assim que chegar da rua – ou lavar cuidadosamente as áreas expostas, sobretudo mãos, antebraços, pescoço e rosto.

Também deve ser feita a higienização de óculos, celular e objetos de uso pessoal que poderão ser manuseados durante o turno de trabalho. Por fim, todos devem carregar álcool em gel consigo e usar máscara sempre.

5.   Aposte na tecnologia

A tecnologia vem exercendo papel fundamental para facilitar o cotidiano durante o distanciamento social – e os cuidadores devem usá-la a seu favor. A condição de vários idosos acamados demanda acompanhamento multiprofissional, incluindo fonoaudiólogos, psicólogos, fisioterapeutas e nutricionistas.

Manter esses atendimentos é essencial para o bem-estar do paciente e mesmo para facilitar os cuidados. Assim, o cuidador profissional ou cuidador familiar deve utilizar os meios de comunicação para receber esse atendimento online. Diversos profissionais já estão atendendo dessa forma, especialmente os que tratam de pacientes em situação de vulnerabilidade física. Os cuidadores não são treinados de forma multidisciplinar para atender a todas as necessidades do idoso acamado, não podendo dispensar esses atendimentos.

Além da chamada de vídeo, sempre que houver necessidade, entre em contato por telefone com a equipe de profissionais que cuida do paciente para tirar dúvidas e pedir instruções.

6.   Alimentação e segurança alimentar

Os idosos acamados já possuem sistema imunológico fraco, o que aumenta o risco de complicações caso o vírus seja contraído. Apostar em uma boa alimentação é fundamental diante de qualquer situação, mas no contexto do COVID-19 alguns cuidados devem ser tomados durante o preparo das refeições.

  • Higienize as mãos antes do preparo;
  • Utilize máscara nova e descartável, além de luvas, durante o preparo dos alimentos, especialmente os que são servidos crus ou in natura;
  • Cozinhe bem carnes e ovos;
  • Não compartilhe copos e talheres em qualquer circunstância;
  • Utilize, de preferência, esponjas diferentes para lavar a louça do idoso.

Além disso, caso precise alimentar o idoso, é importante manter a máscara e guardar a distância máxima possível.

Gostaram das dicas? São dicas simples mas fundamentais para garantir a segurança dos cuidadores de idosos e pacientes acamados no contexto do coronavírus. Acompanhe nosso blog e siga nosso Instagram e Facebook para conferir outros conteúdos.