Etarismo é a discriminação contra pessoas ou grupos etários com base em estereótipos associados a idade. O termo foi usado pela primeira vez pelo gerontologista Robert N. Butler para descrever discriminação contra adultos mais velhos. Nos Estados Unidos, o termo é discutido desde a década de 60, e recentemente na Europa foram criadas leis contra a discriminação no ambiente profissional. No Brasil, o termo ainda é pouco conhecido.  

O preconceito com base na faixa etária é algo que acontece constantemente em várias situações do dia a dia. Quem nunca escutou uma frase pejorativa como: “isso é coisa de velho” ou “você não tem mais idade para isso”, a pessoa ouve os comentários desagradáveis, como se fosse uma brincadeira sobre o envelhecimento.  

No Brasil, o etarismo começa antes da pessoa chegar a terceira idade. Dados da OMS, Organização Mundial da Saúde, mostram que 16,8% dos brasileiros com 50 anos já foram vítimas de algum tipo de discriminação por estarem envelhecendo. O IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, aponta que 13% da população tem 60 anos, que em 2031 haverá mais idosos que crianças e adolescentes, e em 2042 essa população terá alcançado 57 milhões de brasileiros. 

O etarismo  no mercado de trabalho 

O desemprego aumenta cada vez mais entre as pessoas a partir dos 40 anos, mostrando o quanto o Brasil ainda precisa evoluir para que a futura população idosa não seja mais descartada com tanta discriminação. Mesmo com empresas que investem em diversidade e em inclusão, ainda existe muito preconceito na contratação de profissionais mais velhos, transformando esse processo em algo desanimador para essa geração que ainda está capacitada para contribuir e agregar valor profissionalmente. 

O aumento na expectativa de vida da população brasileira, a diminuição no tamanho das famílias e de pessoas ativas trabalhando, acarreta várias questões que precisam ser tratadas, principalmente por serviços de políticas públicas que garantam assistência aos idosos. 

A velhice é vivenciada de diferentemente para as classes sociais, para idosos com recursos financeiros, não é necessariamente um desafio, vivido com desesperança. Porém, para idosos com poucos recursos, a velhice pode tornar-se uma fase difícil da vida, com pouco dinheiro para medicamentos, alimentação e moradia. 

O combate ao etarismo 

Combater a discriminação etária exige consciência sobre o envelhecimento por todas as gerações. A nossa forma de envelhecer mudou muito, e é bem diferente do que foi com os nossos pais ou com nossos avós. Hoje temos mais liberdade de expressão, liberdade sexual, as mulheres podem ser protagonistas de suas próprias vidas, e isso tudo proporciona uma perspectiva de vida muito maior após os 60 anos. O envelhecimento cronológico não impede a realização de atividade físicas ou intelectuais. Viver com qualidade e bem-estar é o que queremos em qualquer etapa da nossa vida. Pois, nós somos os idosos do futuro.